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Entrevista
com Leo Bary, da Kabala Music. "Festival será
vitrine para novos talentos"
O produtor e compositor Leo Bary
é um desses profissionais que sabe como fazer um
sucesso. Parceiro de estrelas como Latino, Leo decidiu montar
seu próprio selo musical em 2008, a Kabala Music.
Atuando em vários negócios no ramo do entretenimento,
Leo decidiu investir num festival como forma de garimpar
novos talentos para seu selo. Veja o que ele pensa e espera
desse projeto.
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Por que a Kabala
Music decidiu investir num festival?
Leo. Hoje em dia , cantores e bandas, que estão iniciando
suas carreiras, têm poucas chances de mostrar seus
trabalhos para o mercado fonográfico. A Kabala quer
dar essa chance e garimpar novos talentos para nosso selo
musical. Outro objetivo é transformar o festival
num evento anual e entrar de vez pro calendário cultural
da cidade.
Vocês são conhecidos principalmente
nos segmentos de funk e hip hop, promover um festival numa
casa de rock é sinal que a Kabala quer diversificar
sua atuação?
Leo. A idéia é diversificar, devido o meu
contato com o Dj Marlboro começamos pelo Funk e Hip
Hop mas estamos crescendo e hoje já estamos trabalhando
com outros estilos e o Rock sempre foi um objetivo para
nós. A Kabala,também, está atuando
em vários segmentos de entretenimento, estamos no
teatro com as peças : "NINGUÉM MERECE"
(teatro Miguel Falabella) e "DIÁRIO DE DÉBORA"
(Teatro Suassuna). Estamos promovendo um curta metragem
com Paulo Betti, e já estamos vendo um longa metragem
também. É claro que o coração
da Kabala sempre será a música. Visite nosso
Site (www.kabalamusic.com.br) .
Que qualidades a Kabala procura num artista para decidir
contratá-lo?
Leo. Não adianta só cantar e tocar bem, o
artista tem que ter um diferencial. Presença de palco,
originalidade e performace são qualidades muito importantes
para nós.
Você acha que ainda é
possível fabricar um astro da música nesses
tempos em que as grandes gravadoras não estão
mais investindo?
Leo. Acho que astro não se fabrica, ele nasce e brilha,
nossa função é dar condições
para isso acontecer. Eu tenho uma boa vivência dentro
de gravadoras chamadas majors, e sempre percebi como elas
foram ficando distantes da realidade musical popular, os
executivos dessas majors, qua na sua maioria não
são músicos, não frequentam os berços
musicais, tais como: Lapa, vila Isabel, Pagodes de rua no
Grajaú, músicas Hip Hop e soul em São
Gonçalo, Black music em Belford Roxo, etc. Eles,
sim, tentam fabricar ou investem no que já está
aí, por isso chegamos ao ponto que selos musicais
estão tomando o espaço dessas gravadoras,
por estarem mais perto da realidade musical do povo. Por
isso a Kabala e o Rio Rock Blues Club investem no Planeta
Lapa para ficarmos mais próximos do que há
de bom.
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